2025_ #08 L’essor des contre-muséologies Sarah Turcotte, Anna-Lou Galassini et Jean-Marie Lafortune (dirs.)
Ficha Técnica
[Título] L’essor des contre-muséologies
[Organizadores] Sarah Turcotte, Anna-Lou Galassini, Jean-Marie Lafortune
[Coleção] Sociomuseology & Sociomuséologie, 08
[Editora] Manuelina Maria Duarte Cândido Professora convidada do Departamento de Museologia da Universidade Lusófona
[Comitê editorial internacional] Adel Pausini, Carolina Ruoso, Giusy Pappalardo, Guido Fackler, Judite Primo, Léontine Meijer van Mensch, Manuelina Maria Duarte Cândido, Marcelle Nogueira Pereira, Mário Moutinho, Placide Mumbembele Sanger
[Imagem da capa] Places Vodùn de Porto Novo (capitale du Bénin). La photo montre l'espace aménagé à l'entrée d'une importante Place Vodum dans le quartier d’Adjina, qui est beaucoup utilisé comme passage et espace de sociabilité mais aussi comme une espèce de galerie d'art à ciel ouvert. Photographe : Markus Garscha.
[ISBN] 9798278569985
[DOI] https://doi.org/10.24140/qn3m-xf62
[Bibliotecária] Elaine Diamantino Oliveira (UFMG)
[Capa e Paginação] Bel Lavratti
[Edição] Edições Universitárias Lusófonas Campo Grande 376, 1700-090 Lisboa
[Ano de edição] 2025
[Contactos] Departamento de Museologia / Cátedra UNESCO “Educação, Cidadania e Diversidade Cultural” Edifício A. sala A.1.1. Tel: 217 515 500 ext:714 E-mail:
[Todos os direitos desta edição reservados por] Universidade Lusófona. A responsabilidade pela revisão dos textos e pelas permissões para uso de imagens cabe exclusivamente aos autores do livro
Résumé
Face au modèle dominant du musée, né de la Révolution française et porteur de valeurs bourgeoises, des muséologues réformistes s’efforcent de le démocratiser tandis que des initiatives populaires ou communautaires attestent de son rejet. Proposant de nouvelles voies pour la muséologie depuis les années 1960, ces deux courants promeuvent une approche ainsi qu’une gouvernance ancrées dans la réflexivité, des enjeux territoriaux et la participation sociale, de sorte que l’institution prolonge d’autres projets de société.
Brossant un portrait des contre-muséologies dans une perspective internationale, ralliant les Amériques, l’Europe et l’Afrique, cet ouvrage présente en une dizaine de chapitres une réflexion collective, analytique et expérientielle qui dégage à la fois les arguments sur lesquels se fonde la contestation du « Musée » et des pistes d’action pour redonner aux lieux de mémoire et autres organismes culturels leur légitimité.
L’ensemble souligne l’expression historique de cette résistance, qui s’est cristallisée en 1985 avec la création du Mouvement international pour une nouvelle muséologie (MINOM) à Lisbonne, dont certains témoignages nous livrent ici des aspects inédits de sa naissance. La présente publication marque ainsi à sa manière le 40e anniversaire de ce mouvement.
Abstract
Confronting the dominant model of the museum—born of the French Revolution and rooted in bourgeois values—reformist museologists strive to democratize it, while popular or community-based initiatives attest to its rejection. Since the 1960s, these two currents have proposed new directions for museology, promoting an approach and a governance model grounded in reflexivity, territorial issues, and social participation, so that the institution becomes an extension of broader social projects.
Presenting a portrait of counter-museologies from an international perspective—bringing together the Americas, Europe, and Africa—this volume offers, in ten chapters, a collective, analytical, and experiential reflection that brings to light both the arguments underlying the contestation of the “Museum” and avenues for action to restore legitimacy to sites of memory and other cultural organizations.
The book highlights the historical expression of this resistance, which crystallized in 1985 with the creation of the Mouvement international pour une nouvelle muséologie (MINOM) in Lisbon, with testimonies offering previously unpublished insights into its founding. This publication thus marks, in its own way, the 40th anniversary of this movement.
Resumo
Face ao modelo dominante do museu, nascido da Revolução Francesa e portador de valores burgueses, alguns museólogos reformistas se esforçam para democratrizá-lo enquanto iniciativas populares ou comunitárias consagram sua rejeição. Propondo novos caminhos para a museologia desde os anos 1960, estas duas correntes promovem uma abordagem e uma governança ancoradas na reflexividade, nas questões territoriais e na participação social, de modo que a instituição prolonga outros projetos da sociedade.
Esboçando um retrato das contra-museologias numa perspectiva internacional, reunindo as Américas, a Europa e a África, este livro apresenta em uma dezena de capítulos uma reflexão coletiva, analítica e experiencial, que lança ao mesmo tempo os argumentos sobre os quais se baseia a contestação do « Museu » e as pistas de acção para devolver aos lugares da memória a sua legitimidade.
O conjunto sublinha a expressão histórica desta resistência, que se cristalizou em 1985 com a criação do Movimento Internacional para uma Nova Museologia (MINOM) em Lisboa, cujos testemunhos aqui nos entregam aspectos inéditos da sua criação. A presente publicação marca, assim, o 40o aniversário deste movimento.